Cultura Digital na escola

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É muito fácil perceber que estamos hoje vivendo e interagindo com base numa cultura digital, na qual os principais meios de nos colocarmos no mundo estão vinculados, no geral, a uma tela conectada a milhares de servidores e produtores de conteúdo ao redor do mundo.

Partindo do pressuposto de que o mundo VUCA se faz cada vez mais presente no século XXI, é imprescindível trabalharmos o processo de busca, compreensão e análise das informações às quais temos acesso. Também é fundamental que saibamos nos comunicar através dos diferentes formatos de mídias e redes atualmente existentes, e dar asas a fim de nos reinventarmos para o que está por vir.

A própria Base Nacional Comum Curricular, conhecida como BNCC, traz em diversos momentos das competências que devem ser trabalhadas algum componente digital, compreendendo os processos dessa era. Ela nos aponta algumas direções, que incluem desde aprendizagem de linguagem de programação até ética das redes sociais. Aqui vamos nos focar na parte mais humana desses direcionamentos.

O quê precisamos aprender?

Em 2012, Clay Johnson apresentou ao mundo seu livro A Dieta da Informação: Uma Defesa do Consumo Consciente, no qual através de dados e exemplos demonstra a dificuldade que um norte americano enfrentava naqueles dias de filtrar o conteúdo que lhe era apresentado, naquela época ainda focado em mídias de jornalismo reconhecidas até hoje, como CNN, BBC, dentre outras.

Nos dias atuais, apenas 8 anos depois, o aumento do acesso às mídias sociais, ambiente no qual, muitas vezes, a informação apresentada não tem obrigatoriedade de checagem de veracidade como acontece nos meios institucionalizados, faz com que a nossa possibilidade de realizar um bom filtro do que nos é apresentado tenha diminuído, dando espaço para as Fake News, desinformação, e polarizações.

Um primeiro grande passo de interação com a cultura digital necessária no ambiente escolar é a de compreendermos como consumir o conteúdo que temos disponível. E, se lembrarmos da ideia de que o educador passa a ser cada vez mais um facilitador de aprendizagem do que um detentor da informação, cabe a ele propor a descoberta de que caminhos os alunos podem seguir para analisar as informações encontradas.

Se antigamente levávamos os alunos para a biblioteca para apresentar-lhes as enciclopédias de conhecimento, e as possibilidades de por onde desvendar os mistérios do mundo, hoje devemos levá-los para o seu próprio bolso. Isso mesmo, está na hora de trazer o celular para dentro da sala de aula para inovarmos com efetividade na educação.

Com todo esse movimento, temos certeza que a criatividade dos alunos deve se sobressair, ampliando as possibilidades deles mesmo proporem que caminhos gostariam de seguir, e em que formatos gostariam de aprender e se desenvolver, aumentando o engajamento deles nos processo.

Como inserir a cultura digital na aula?

A cultura digital nos auxilia a trazer metodologias ativas para a sala de aula, já que as propostas passam a ser mais interativas, tendo o aluno liberdade para explorar os conteúdos como entender ser mais produtivo.

Para isso, não é necessário reinventar a roda. Os métodos que envolvem a cultura digital já são utilizados desde o começo do século como um suporte para o aprendizado, mas de maneira mais discreta. O que se propõe é que realmente incorporemos esse movimento ao dia a dia, visando ampliar com ele o repertório cultural dos alunos.

Trabalhos com apresentação em formatos multimídia, como vídeos, slides, mapas mentais, dentre outros, são uma forma natural de aproximar os alunos do mundo digital. Também devemos trabalhar o conteúdo linguístico através da produção de textos mais próximos da realidade que eles acompanham hoje em dia, como artigos de blogs, storyboards de um vídeo para o youtube ou construção do layout de um site.

Esses processos tem em sua essência uma inteligência vinculada ao seu formato que, em caso de falta de acesso a uma estrutura multimídia necessária para sua produção virtual, pode ser realizado com base em sulfite e caneta, utilizando-se apenas de um aparelho celular para realizar a busca do que for necessário. A cultura digital não está apenas nos aparelhos, mas na forma de organizarmos o raciocínio.

É primordial que ao ser proposto a produção de algum conteúdo, o professor se atente às fontes utilizadas, trazendo a provocação para a turma pensar previamente que tipos de sites são confiáveis, e como eles podem checar as informações antes de produzirem seus trabalho.

Por fim, um movimento também importante a ser realizado pela instituição de ensino como um todo é a de dar acesso à todos a um ambiente virtual de aprendizagem, onde seja possível a troca de informações e criação de conteúdo coletivamente quando a distância, inserindo o ambiente escolar na cultura digital do aluno, com a intenção de que esse deixe de ser um consumidor passivo de conteúdo, transformando-se num produtor do mesmo.

Ficou em dúvida de como criar espaços para inserir a cultura digital no seu ambiente de ensino? Entre em contato conosco para pensarmos juntos em como chegar lá!

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