Educação maker: Descubra esse movimento e leve a inovação para a sua escola

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Lembra-se dos laboratórios de informática, química, física que existiam no século XX? Pois é, eles estão defasados neste novo milênio. Nada de interessante eles têm diante de uma juventude que nasceu e cresceu tendo a tecnologia como fonte de conhecimento. Por isso, para atrair os estudantes para a escola é preciso apresentar novas abordagens de aprendizagem como a educação maker.

Esse conceito enriquece a formação de crianças e adolescentes com a finalidade de torná-los produtores de tecnologia, não apenas meros consumidores. Sendo assim, neste artigo, vamos entender melhor como esse movimento acontece dentro da escola de maneira a solucionar problemas. Confira a seguir!

O que é a cultura maker?

A cultura maker nada mais é do que a ideia de que qualquer pessoa pode construir, consertar ou criar os próprios objetos que esteja precisando. Contudo, esse conceito não é de agora, ele vem dos anos 70, provenientes da cultura punk, em que existia a ausência de regras em seu estilo.

Com a revolução tecnológica esse conceito tem se perpetuado nas pessoas que querem criar e partilhar seus itens desenvolvidos. Assim, elas transformam suas ideias em realidade, com suas tecnologias, dispositivos e ferramentas. Isso ocorre tanto para uma produção social, empresarial ou doméstica, mediante o cooperativismo e o compartilhamento dos insights.

Quem utiliza muito a cultura maker no Brasil é o Campus Party, o maior festival de inovação e tecnologia do mundo, que reúne milhares de jovens de todas as idades para demonstrarem suas inovações, criatividade e empreendedorismo no universo digital.

Como a cultura maker se aplica à educação?

Atualmente, escolas privadas já atuam com esse conceito perante a aprendizagem dos estudantes, mas o ensino público ainda caminha devagar para isso. Contudo, sua aplicação parte da valorização da iniciativa, atitude, desenvoltura e curiosidade dos estudantes nas tarefas escolares. Prezando seu espirito investigativo, de inovação e suas habilidades para solucionar problemas desde os mais simples aos complexos.

Desse modo, ela funciona a partir de um projeto que deverá ser executado de maneira individual e coletiva ao mesmo tempo. Com isso, o educando será agente de seu próprio aprendizado, visto que poderá inventar, reelaborar, consertar, alterar etc.

Geralmente — não é regra — as aulas podem ocorrer dentro de laboratórios equipados com tecnologia, como impressora 3D, cortadora a laser, fresadoras, robóticas entre outros, para que os estudantes produzam suas ideias.

Além de confeccionar, ele aprenderá a dividir conhecimentos, absorver ideias, orientações e críticas, pois todos estão aprendendo e querem desenvolver o que tem de melhor. Assim, estão conscientes que o erro faz parte do processo e está ali para ser solucionado.

Ao trazer o “faça você mesmo” para o ambiente escolar, a unidade de ensino estimula os educandos a se dedicarem mais aos estudos, a desenvolverem responsabilidade quanto ao seu aprendizado e a serem capazes de realizarem transformações, proporcionando autoconfiança e empoderamento para os demais setores de suas vidas.

Quais são os benefícios da educação maker?

Quando a escola propõe a cultura maker, ela deve estar preparada em termos de estrutura e equipe profissional para desenvolver projetos e ofertar ferramentas para sua execução. Veja o que a instituição de ensino ganha com esse processo!

Aumenta o engajamento

O desinteresse dos alunos nas aulas não traz benefícios para ninguém. No entanto, por meio da educação maker, o ensino tradicional é rompido e chama a atenção dos estudantes para que eles inventem e construam algo. Esse estímulo aumenta o engajamento nas aulas, proporcionando bons rendimentos.

Traz a inovação

A escola pode aproveitar o contraturno para criar atividades extraclasse, como o ensino de outros idiomas, projetos direcionados à tecnologia, à alimentação saudável e muito mais. Desse modo, os estudantes aprendem a conviver com os colegas e se relacionarem em sociedade.

Incentiva a prática

Um dos fatores que provoca desinteresse nos estudantes é o fato de eles passarem muito tempo aprendendo somente teoria e quase nada de prática. Dentro dessa nova metodologia, eles precisam colocar a “mão na massa”. Esse momento se torna atrativo, fazendo com que seu interesse e sua curiosidade sejam desenvolvidos.

Uma vez que a escola tem ações que levem os alunos a empregarem a tecnologia e robótica, os trabalhos manuais permitem que adquiram conhecimentos úteis para o seu dia a dia. Por exemplo, na aula de física pode ser ensinado como criar um circuito elétrico com pilhas ou confeccionar roupas para entender sobre estética na disciplina de artes.

Promove espírito de equipe

Quando os estudantes estão desenvolvendo algo, eles trabalham em equipe, ajudando uns aos outros, pois todos tem o mesmo propósito. Assim, além dos educadores, os colegas também são fontes de informações para que seu projeto consiga ser finalizado.

Causa mudança nas metodologias de ensino

Ao implementar a educação maker, a instituição de ensino transformará sua metodologia, preparando educadores e líderes para agirem como facilitadores da aprendizagem ativa e do desenvolvimento das competências socioemocionais em diversos setores.

Essas escolas se tornam experts nesse conceito, unindo atuação pedagógica com tecnologias sociais sensíveis e humanizadas.

Um exemplo disso, ocorreu com o colégio Elvira Brandão, em São Paulo. Seus gestores, docentes e funcionários fizeram o curso de facilitadores na Electi Educacional e tiverem todo suporte na implementação, principalmente os educadores que sentiam as dificuldades de agregarem as novidades em salas de aula.

Qual é a importância da educação maker?

A educação maker é importante para que as escolas busquem inovação e qualidade, com a finalidade de formar estudantes mais autônomos, criativos e sistêmicos. No mesmo cenário, manter o engajamento no modelo tradicional não está sendo fácil e nem motivador, se tornando um desafio para docentes e gestores.

Com isso, o “faça você mesmo” tem se tornado grande aliado para que as aulas sejam de experimentação e com práticas do conhecimento adquirido. Logo a escola se torna um local colaborativo, gerando interação entre os estudantes e seus educadores.

Um exemplo são as experiências em robótica, nas quais os estudantes se reconhecem como inventores para solucionarem os problemas propostos nas aulas. Do mesmo modo, é possível trabalhar a interdisciplinaridade. Isso traz vantagens, como o abandono de práticas retrógradas que nada tem a ver com nosso tempo e a oportunidade de despertar interesses e habilidades essenciais ao mercado de trabalho.

Uma das provas disso está na educação maker que tem auxiliado na criação de aparelhos respiradores de baixo custo pelos alunos nas universidades, além da impressão em 3D de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais da saúde e de máscaras caseiras.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com nossa empresa para receber mais informações sobre o tema e outros dados relativos às mudanças na educação.

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