A inovação na educação e o espaço para errar.

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A inovação na educação é um conceito que passou a configurar-se quase como obrigatório para as escolas particulares, um elemento relativamente novo, mas amplamente presente no discurso e na promessa das principais escolas do país.

O fenômeno da inovação na educação reflete também o momento de transição e transformação vivido pelas escolas e é sustentado por 2 fatores fundamentais: O crescimento do setor educacional como um todo, mesmo em tempos de crise. E a  defasagem que a maior parte das escolas apresenta no que se refere a técnologia, formação, gestão financeira.

Com objetivo de suprir o gap entre os recursos ligados à inovação disponíveis no mercado e aqueles que estão sendo implementados pelas escolas, surgem também novos conceitos, serviços e investimentos no planejamento das escolas, como é o caso da Educação disruptiva, da educação maker e das Metodologias Ativas.

Não existe inovação na educação, sem espaço para o erro.

No fluxo da inovação, o erro é um dos elementos centrais do processo. Errar rápido significa aprender rápido e estar sempre aberto para incrementar as soluções que foram elaboradas. Um movimento que estimula a criatividade e o pensamento propositivo.

A maior parte das empresas já reconhecem o erro dessa maneira e as escolas também estão no mesmo caminho. Porém, esse tipo de mudança não acontece de uma hora para outra.

No nosso modelo de trabalho e ensino, onde  estamos constantemente acostumados a punir os erros e recompensar os acertos, compreender que as falhas são talvez o melhor caminho para o sucesso significa mudar radicalmente de paradigma.

Não basta para as escolas simplesmente trazerem novos parceiros e recursos tecnológicos,  o maior desafio e também a maior transformação está justamente na mudança de cultura e no suporte que a escola precisa dar para a inovação ocorrer.

Como a liderança pode sustentar a mudança de cultura e promover a inovação na educação

Com objetivo de apoiar as lideranças educacionais, listamos aqui alguns conceitos e abordagens capazes de apoiar o processo de implementação de uma cultura de inovação na educação para as escolas.

Planejar espaços e tempo para valorização do erro:

Significa garantir no planejamento do currículo, das aulas e da agenda dos estudantes a oportunidade de inovar. Bons exemplos são os itinerários flexíveis, as matérias eletivas, a participação dos estudantes em grêmios, coletivos e representantes de sala.

Educação com projetos: Utilizar-se da metodologia de projetos para vivenciar os desafios da inovação na educação e também na vida, partir de problemas, possibilidades, erros e soluções reais.

Novos critérios para avaliar:

 Se continuarmos avaliando, recompensando ou punindo os estudantes pelo maior número de respostas certas, teremos mais dificuldades. As práticas mais recomendadas na avaliação são aquelas mais qualitativas, reflexivas e que promovem a valorização das melhores perguntas, dos erros mais potentes e do caminho que escolhido para chegar até a solução.

Desenvolvimento socioemocional:

Preparar as pessoas social e emocionalmente para esse novo paradigma pautado na criatividade, na colaboração e na empatia. Nesse sentido é preciso primeiro investir no desenvolvimento socioemocional dos educadores e na preparação para que esses possam ajudar a promover o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.

Quer promover a inovação na educação e não sabe por onde começar?

O caminho para uma cultura de inovação na educação pode ser longo e precisa de investimento para acontecer. A inovação na educação pode começar em qualquer ambiente, segmento ou equipe dentro da escola, de acordo com o seu contexto específico. Mas, na Electi, acreditamos que diante de tantas incertezas sobre a inovação, o primeiro passo sempre será investir antes de tudo nas pessoas.

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