Liderança e vulnerabilidade: O sétimo pilar da metodologia Electi

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Nesse artigo trarei a perspectiva da facilitação para as lideranças a partir do pilar “Equilíbrio de poder” e da Vulnerabilidade, uma das ferramentas mais complexas e valiosas da facilitação. Falarei aqui como ambos podem apoiar os(as) líderes a atuarem de maneira mais saudável com si próprios, com os outros e com o sistema, além de ampliarem as suas chances sucesso na tomada de decisão e consequentemente no alcance dos objetivos esperados.

Em um mundo onde temos que ser cada vez mais líderes de nós mesmos, as lideranças que ocupam os cargos mais elevados nas organizações parecem atarefados demais, sobrecarregados e, por vezes, acabam perdendo a inspiração e a capacidade de apoiar os desafios da sua equipe. 

Para além dos obstáculos do dia a dia, como a falta de tempo, a burocracia, as entregas ou as metas que precisam ser cumpridas, as lideranças se vêem carregando um peso que poderia ser diluído mas que ainda é característico do lugar que ocupam: o peso de estar certo, de decidir sozinho, de saber que sua visão é limitada mas, mesmo assim, não expor essa limitação por receio de acarretar na perda de credibilidade ou confiança das pessoas. Como se o fato de precisar tomar decisões, aparecesse para os líderes, colado com a necessidade de fazê-las sozinho. Ou seja, como se fosse parte do “ônus” da liderança, dar conta de todo esse peso. 

Em alguma instância, a dinâmica de poder que construímos nas organizações refere-se à ideia de quem pode mais ou é mais poderoso, e não à quem apresenta mais possibilidades. Nessa lógica, consideramos aquele que tem poder como o melhor ou mais preparado, e ignoramos  o sentido que o termo poder tem de abrir o campo de possibilidades. Assim, quando chegam nos cargos de liderança, as pessoas podem sentir a necessidade de justificar sua posição demonstrando maior conhecimento e preparo que os outros e, consequentemente, passam a perguntar menos, abrir menos discussões e sentirem-se cada vez mais sozinhas e menos amparadas de informações e recursos para decidirem. 

Existe outra maneira de endereçar as decisões, os projetos e as ideias: O Equilíbrio de Poder e a Vulnerabilidade.

Na metodologia dos 8 pilares de facilitação da Electi, um dos pilares, o Equilíbrio de Poder, visa justamente ressignificar a dinâmica de poder tão vigente em organizações e também em ambientes de aprendizagem. O pilar Equilíbrio de Poder traz a noção de vulnerabilidade como um convite para o líder. Convite importante para possibilitar que o grupo chegue, juntos, em um modelo de desenvolvimento de projetos e/ou aprendizagem que seja mais significativo para todos. Isso porque o líder-facilitador, detentor do poder, abre mão do controle e da centralização sobre as principais decisões do grupo, gerando um um espaço vazio que, ao ser ocupado pelos participantes, os convida a tornarem-se co-responsáveis pelos resultados daquele processo de aprendizagem específico. Nesse ted dá Brene Brown, é possível compreender “O Poder da Vulnerabilidade”. 

O processo de tornar-se vulnerável, mostra para o grupo que o campo de possibilidades está aberto. A lógica de poder está, então, invertida: aquele que tem a responsabilidade de escolher os caminhos, passa agora a atuar como articulador das decisões. Ele compartilha as informações, colhe percepções e organiza as ideias do coletivo, estabelecendo-se como elo entre diferentes pessoas ou áreas.

Que tipo de atitude se espera de uma liderança facilitadora? 

Ao responder para sua equipe “Eu não sei, mas vamos pensar juntos?”, ou ao buscar escutar de maneira ativa as ideias para determinada situação, o líder pode movimentar-se da seguinte maneira: 

1- Compartilhar as informações e objetivos. 

2- Escutar, provocar e participar das conversas para encontrar, com o grupo, o melhor caminho. 

3- Sistematizar o conhecimento que foi produzido por todos, tomar a decisão e comunicar ao grupo como aquela decisão se conecta a tudo que foi discutido. 

Assim, começa-se a perceber o alívio dos sintomas de uma carga excessiva e individual, aparece a felicidade de estar à serviço do outro e do todo e ocasiona a melhoria nas relações. O líder que atua como facilitador, amplia a possibilidade de sua decisão ser a melhor para aquele momento, ao engajar a todos e criar um ambiente emocional mais positivo para o coletivo. Detalhamos esses e diversos outros benefícios gerados pela liderança facilitadora nesse artigo escrito pela Cassiana Buosi, da Electi. 

Vamos tentar?

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