Metodologias Ativas: e por quê olhar para elas?

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Não é de hoje que vemos pesquisas apontarem o fato de que o sistema de educação tradicional não está formando indivíduos prontos para enfrentarem um mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo; e, em busca de alterarmos esse modelo já ultrapassado, vem ganhando força os modelos baseados em metodologias ativas.

O primeiro ponto importante de entendermos é que a educação do século XXI deve ser voltada para a aprendizagem, e não para o ensino. A escola deve compreender que o centro das atenções passa a ser o sujeito que aprende, considerando a diversidade e multiplicidade dos elementos envolvidos nesse processo, e não mais o conhecimento do educador, que estaria “passando” conteúdo este para quem o escuta.

Mas então, o quê são metodologias ativas?

A aprendizagem através das metodologias ativas é um processo que tem como principal característica colocar o educando na qualidade de responsável pela sua aprendizagem, trazendo ele para um posicionamento ativo no ambiente de aprendizagem, substituindo a passividade do modelo onde o educador oferece conhecimento, no qual cabe ao aluno apenas receber e apreender o que for possível.

Para realizarmos esse novo movimento é fundamental incorporar na nossa compreensão um novo papel ao educador, que deixa de ser o detentor do conhecimento para se posicionar como um companheiro na jornada do aprendente, se posicionando de forma ainda mais humilde, vulnerável e próxima às pessoas com a qual se relaciona nos espaços onde conduz suas aulas.

Existem diversas metodologias ativas de aprendizagem já descritas, com aplicações consideravelmente descomplicadas, mas de nada elas vão adiantar se o educador não compreender o seu papel como facilitador de aprendizagem para poder então, a partir daí, conseguir utilizar todo o potencial da aplicação desses conceitos.

Qual é a lógica das metodologias ativas?

A base é auxiliar o estudante a conhecer e se conectar com a sua forma de pensar e aprender, fazendo com que esse se empodere, compreendendo suas capacidades e buscando, com o apoio dos colegas e educadores, desenvolver os seus pontos de menor eficiência. Para esses fins é importante que fique claro para ele a importância dos seus saberes prévios, e que o educador defina e delimite um objetivo claro para o que está sendo proposto.

Essas características nos aproximam dos principais motivos pelos quais as metodologias ativas são a chave para a transformação das habilidades dos seres humanos no ambiente de trabalho no futuro (que está cada vez mais próximo). São elas a capacidade de transferência de um aprendizado através de situações e contextos, a capacidade de aprimorar a experiência em um assunto, e a capacidade de conduzir os estudantes a executarem tarefas independentemente.

E onde encontramos exemplos de metodologias ativas?

É fácil pensar em alguns exemplos que já estão no universo escolar há muito tempo, como trabalhos em grupo, e apresentações em sala de aula feitas pelos estudantes. Mas é possível desenvolver ideias e produzir conhecimento de forma variada e efetiva dentro de um outro viés de atividades.

Temos estruturas como a educação maker, aulas invertidas, estruturas libertadoras, aprendizagem baseada em problemas, gamificação (seja ela protagonizada pelo educador ou pelos educandos), entre muitas outras.

Com essa visão do todo, gostaria de finalizar esse artigo trazendo um entendimento particular meu de como devemos nos utilizar dessas metodologias ativas. Importante compreender o que cada uma dessas metodologias nos apresenta, os princípios que regem cada uma delas, para poder enquadrá-las e alterá-las de forma satisfatória para o seu ambiente, levando em conta todas as suas especificidades, lembrando sempre do que faz dele único!

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